BTP realiza compra de 55 equipamentos de movimentação de contêineres 100% elétricos
Santos, 17 de abril de 2026 – Como parte de um pacote de investimentos de cerca de R$ 2 bilhões que será concluído nos próximos anos, a Brasil Terminal Portuário (BTP), terminal de contêineres da margem direita do Porto de Santos, adquiriu 55 equipamentos portuários destinados à movimentação de contêineres totalmente elétricos. A aquisição contempla 53 e-RTGs (Electrified Rubber Tyre Gantry), guindastes sobre pneus utilizados para operação de contêineres no pátio, e dois portêineres (Ship To Shore), guindastes destinados para operação de contêineres no costado.
O Diretor-Presidente da BTP, Cláudio Oliveira, destaca que a companhia está em uma trajetória de crescimento que impulsionará o desenvolvimento do setor portuário e deixará um legado positivo para as futuras gerações. “Nosso foco é preparar a BTP para as próximas décadas de operação no Porto de Santos com investimentos que contribuirão para o aumento da capacidade operacional do terminal e para descarbonização das nossas operações. A BTP será ainda mais eficiente, sustentável e inovadora para oferecer os melhores serviços aos nossos clientes, gerar empregos e fortalecer a nossa região”, detalha.
A BTP, que é um dos maiores terminais de contêineres da América Latina e uma referência em operação portuária no Porto de Santos, possui, atualmente, uma frota de dez portêineres - sendo que deste total dois portêineres já foram adquiridos dentro do pacote de investimentos e já estão operacionais no terminal - e 30 RTGs. Com os novos equipamentos recentemente encomendados, o terminal de contêineres passará a contar com uma frota total de 12 portêineres e 57 e-RTGs, todos eletrificados. Além da aquisição dos 53 e-RTGs, que irão substituir a quase totalidade da frota de guindastes de pátio existente, a companhia ainda realizará a conversão de quatro equipamentos que estão operacionais no terminal e já possuem características técnicas para a eletrificação.
O Diretor de Implementação de Projetos da BTP, Henrique Ventura, explica que os novos equipamentos além de mais modernos e sustentáveis também contribuirão para o aumento da capacidade do terminal e da segurança das operações. Os novos portêineres da BTP, equipamentos que já são naturalmente elétricos, contarão com ampla tecnologia embarcada e estarão preparados para a operação das novas classes de navios com ainda mais segurança e eficiência operacional. Já os novos e-RTGs da BTP, além do ganho em sustentabilidade ao substituir a operação a diesel por elétrica, também poderão empilhar até seis contêineres de altura. “Receberemos os novos equipamentos de forma faseada em um cronograma que vem sendo planejado cuidadosamente, mas a expectativa é que os primeiros e-RTGs adquiridos já sejam entregues na BTP no próximo ano”, revela.
R$ 2 bilhões em investimentos – O pacote de investimentos da BTP é resultado de um compromisso firmado pela companhia com o Governo Federal, por ocasião da renovação contratual para operação no Porto de Santos até 2047. O compromisso firmado inclui, ao todo, a aquisição de nova frota de equipamentos mais sustentáveis, novas defensas marítimas para o cais, a automatização dos gates e um amplo plano de obras civis para readequação de edificações e reforço do pátio. Atualmente, a BTP possui capacidade de movimentação de 1.5 milhão de TEU por ano. Com os investimentos que estão sendo realizados, a estimativa é que o terminal alcance a capacidade de movimentação de 2.1 milhões de TEU/ano.
Carbono zero – A decisão pela compra de equipamentos eletrificados faz parte do plano de transição enérgica da companhia que também engloba iniciativas como, por exemplo, a troca de veículos de serviço por modelos elétricos e a substituição gradativa das carretas de tráfego interno (Terminal Tractors) por unidades elétricas. A BTP, que atua com foco na construção de um futuro sustentável para a companhia e para a sua região de entorno, busca promover a redução gradual das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do terminal de contêineres e se tornar carbono zero a partir de 2030.